Rio Verde

Como replanejar a pequena empresa depois da crise?

Questões como estoque e faturamento devem ser analisadas, conforme avalia gerente do Sebrae. Instituição fornece dicas e orientações online

      Nesse momento de crise por conta do Covid-19, os pequenos empresários ficam preocupados com a sobrevivência da empresa, pois devido as medidas governamentais para conter o avanço do vírus, a economia permanece estagnada e eles sentem o reflexo da mudança.

      Sem o funcionamento de algumas empresas, com o comércio fechado e grande parte da população em isolamento social e quarentena, é hora de os micro e pequenos empresários analisarem os prejuízos e pensarem nas medidas que podem ser tomadas depois que a crise passar.

      O gerente da regional Sudoeste II do Sebrae, em Rio Verde, Cláudio Laval, lembra que a situação gera desconforto em razão do impacto social e econômico causado pelas restrições governamentais. Nesse caso, alerta que a consequência é a quebra de faturamento do negócio, que pode resultar no aumento do desemprego.

      Sem dúvida, o comércio em geral de Rio Verde é afetado pela pandemia do coronavírus, principalmente os estabelecimentos de pequenos empresários. Laval lembra que o município é polo econômico do Sudoeste goiano e muitos consumidores da região vêm comprar na cidade. “Agora, as lojas fechadas irão impactar bastante na receita.”

      Os comerciantes já sentem o reflexo de redução nas vendas. Por isso, especialistas avaliam que é a hora de buscar alternativas e ter criatividade para permanecer no negócio. Uma dica, conforme ressaltou Laval, é o pequeno empresário focar nas medidas que devem ser colocadas depois que a crise do Covid-19 acabar. “Enfim, será o momento de ver como recuperar economicamente a empresa”, comenta.

      Nesse processo, o gerente afirma que é importante fazer um levantamento da pequena empresa, analisando aspectos como a situação do estoque e faturamento. “O microempresário, por exemplo, pode calcular quantos clientes o empreendimento atendia e quantos têm condições de atender depois, além de avaliar qual será o valor de recuperação do seu negócio”. Segundo informou, é fundamental replanejar a empresa após o fim da pandemia.

      Laval ressalta ainda sobre a necessidade de analisar se há condições de absorver os créditos oferecidos aos pequenos produtores pelo governo federal. Especialistas dizem que os comerciantes devem se ater às linhas de crédito que o governo libera para apoiar os pequenos negócios e procurar a melhor opção nesse caso, pois haverá dificuldade de pagamento nos próximos meses.

      Mesmo com a crise, que impossibilita atender os clientes de forma presencial, Laval lembra que existem alternativas comerciais que os empresários podem utilizar, a exemplo das ferramentas digitais. “Isso porque há opções como plataformas de vendas online e aplicativos de delivery”, destaca.

      A criatividade do empreendedor serve como recurso nessa época de pandemia do coronavírus. “Quanto menor for o porte da empresa hoje, maior o impacto na receita, porque o proprietário do estabelecimento, às vezes, só depende do seu comércio para sobreviver”, lembra.

      Em Rio Verde, assim como em outras cidades goianas, o Sebrae Goiás não está realizando atendimento presencial e trabalha no sistema home office atualmente. No entanto, se os pequenos empresários quiserem tirar dúvidas sobre a atual crise e necessitarem de ajuda nesse momento, o gerente explica que há orientações online através do site do Sebrae.

      Conversar e tirar dúvidas com especialistas por meio de lives no instagram, além de buscar orientações pelo telefone 0800 570 0800, são outras opções de ajuda da instituição, conforme lembrou Laval. “Sem contar que muitos empresários em isolamento social hoje, podem aproveitar a ocasião para realizar cursos online disponibilizados pelo site do Sebrae”, aconselha.

 

Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação Regional Sudoeste II: Valério Delfino (64) 9 9211 9284