Megaevento

Empreendedorismo Cristão reúne 1,2 mil pessoas em Anápolis

Sebrae reúne milhares de pessoas na Igreja Vida Nova para falar do crescimento do mercado evangélico e suas tendências, além de oferecer palestra com o empresário Carlos Luciano, das lojas Novo Mundo

Proporcionalmente uma das cidades com o maior número de evangélicos do país, Anápolis recebeu na noite de segunda-feira, 2, uma iniciativa pioneira do Sebrae Goiás, o evento Empreendedorismo Cristão, que demonstrou que essa parcela da população possui forte tendência de consumo atualmente, com viés de alta para os próximos anos.

 

Realizado na Igreja de Cristo Vida Nova, no Bairro Maracanã, o projeto reuniu 1,2 mil pessoas. O público acompanhou ainda uma palestra do diretor-presidente das lojas Novo Mundo, Carlos Luciano Martins Ribeiro, que inspirou a todos com um negócio familiar que começou pequeno e hoje reúne 150 lojas em dez estados brasileiros.

 

Na primeira parte do evento, o consultor do Sebrae Leandro Pires trouxe dados que comprovam o tamanho do mercado evangélico no Brasil. Até 2040, os seguidores desse segmento religioso serão metade da população do Brasil, movimentando R$ 21,5 bilhões. Atualmente esse público já é gigantesco, com 27 milhões de pessoas.

 

Leandro enumerou alguns pontos inexplorados do segmento: alimentos, artigos de decoração, cosméticos e grifes de vestuário. É possível empreender nesses setores e em outros, como o fonográfico, literário e gráfico, tecnológico e educacional, além da publicidade e agências turismo.

 

“É possível afirmar que o segmento evangélico é pouco explorado e com potencial gigantesco”, incentivou o consultor.

 

Essa perspectiva positiva, aliada ao fato de Anápolis ter praticamente metade da população declarada evangélica, é o que fez o Sebrae propor o Empreendedorismo Cristão. A gerente da Regional Centro da entidade, Daniela Caixeta, disse que esse evento é o primeiro de muitos que visam capacitar àqueles que querem empreender nessa tendência de mercado.

 

O presidente da Igreja Vida Nova, pastor Victor Hugo Queiroz, afirmou que o evento tem uma importância muito grande, pois motiva empreendedores, abrindo novos leques, representando ganhos para todos, pessoal e profissionalmente.

 

Sobre a parceria com o Sebrae, o líder religioso comentou que há algo em comum entre a entidade e a igreja. “Ambos visam o crescimento do ser humano em toda a sua amplitude. Aceitamos a proposta [para o evento] porque temos a mesma visão: quem se capacita cresce e se desenvolve para si e para o próximo”.

 

Motivação: empresário narra história de grupo que cresceu graças ao empenho de uma família

 

O empresário Carlos Luciano deixou várias mensagens na sua palestra, mas a principal delas é que estamos em uma mudança de época, que exige preparo, no sentido de capacitação profissional, e vontade de fazer a diferença.

 

Ele fez um paralelo com sua geração, “analógica”, e a atual, extremamente ligada ao virtual, com conhecimento na palma da mão, ao alcance de um clique.

 

Carlos lembrou dos anos 1980, no pós-regime militar, quando a inflação alcançava até 83% ao mês, deixando pelo caminho grandes empresas, como a anapolina Onogás, concorrente da Novo Mundo.

 

O empresário disse que foi necessária muita dedicação, “muita noite mal dormida”, mas o negócio da sua família venceu, se tornando um grupo sólido, que nem por isso deixou de exigir medidas saneadoras radicais para enfrentar a crise iniciada a partir de 2013.

 

“Hoje, em 37 anos que tenho de carteira assinada, vivo um momento no Brasil que nunca tinha vivenciado, com taxas baixas praticadas pelo mercado”, ressaltou Carlos Luciano.

 

A solidez da Novo Mundo tem sua origem com o pai do empresário, Luziano Martins Ribeiro, que depois de trabalhar na zona rural, aos 17 anos vai para Anápolis trabalhar como vendedor em uma loja de tecidos.

 

O pioneiro teve que voltar para a cidade natal, Tupaciguara (MG), para cuidar do pai doente. Lá, trabalhando como vendedor das Casas Pernambucanas, foi suspenso por um atraso de 1 minuto. Com isso, decidiu abrir o seu próprio negócio, que mais tarde levou para Goiânia – a capital goiana era o “novo mundo”.

 

Nascia então, em 1956, a primeira loja do grupo, na Avenida Anhanguera, onde está até hoje. Carlos Luciano começou no negócio da família aos 17 anos. “Hoje tenho 37 anos de varejo”, contou.

 

Segundo o empresário, o que ele faz é manter o legado do pai, que aos 90 anos de idade ainda trabalha em uma fazenda de corte da família. “Ou seja, nessa idade ele ainda é um exemplo de empreendedorismo”, disse Carlos Luciano.

 

O empresário citou algumas regras básicas para quem quer abrir um empreendimento: gostar do que faz, conhecer o negócio e ter fé.

 

Em nome das mudanças citadas por Carlos Luciano no início da sua fala, e da necessidade da busca por novos conhecimentos, ele decidiu que irá deixar a presidência executiva do Novo Mundo, abrindo espaço para um CEO, se mantendo no comando do conselho do grupo.

 

Carlos Luciano contou ainda que o varejo não é a sua única paixão. Há diversos outros negócios no grupo da família e um deles é o Mega Moda, fundado em 2011 em Goiânia que reúne 1,3 mil lojas de vestuário, em um conceito que trata o comerciante como parceiro.

 

E entre essas 1,3 mil lojas, 143 são de moda evangélica, ou 11% do empreendimento. É o maior segmento específico dentro do Mega Moda. “Então, mãos a obra, porque temos diversos exemplos que há espaço nesse setor para empreender”, concluiu o empresário. 

 

Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima - (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação em Anápolis: Marcos Vieira - (62) 98124-7487