DELAS

Sebrae promove webinar Dona de Mim

Michele Franca, psicóloga, fundadora e realizadora do Carreira Preta conta sua trajetória em um bate papo

No Dia Nacional da Consciência Negra, o Sebrae Goiás promoveu o webinar Dona de Mim, com a psicóloga, fundadora e idealizadora do Carreira Preta, Michele Franca, e com a empreendedora, psicóloga e consultora Sebrae, Cybelle Bretas. O evento on-line, terminou com o show de Carina Duarte.


Cybelle Bretas, moderadora do encontro, disse estar atenta às causas raciais. “Eu acho que a maternidade me fez prestar mais atenção e direcionar meu olhar para o humano. Eu venho de um universo em que eu convivi com poucos negros. E aprender e falar sobre isso me faz olhar de maneira diferente. Eu percebi que precisava trabalhar, em mim, na minha filha e em meus pacientes, as diferenças da sociedade”, disse.


Segundo Michele, estudar a questão racial foi importante para o seu crescimento. “Estudar a questão racial me trouxe autoconhecimento e compreensão. Além disso, quando meu filho nasceu, eu entendi a responsabilidade de colocar um filho negro no mundo. E uma dessas responsabilidades foi uma conversa que eu tive com o meu marido em que nós percebemos que a gente teria que fazer um discurso com o nosso filho para ensiná-lo a viver em uma sociedade racista e preconceituosa. E não é essa a realidade que eu quero para o meu filho. Partindo disso, a Carreira Preta aconteceu, com o foco de transformar, inovar, trabalhar na consciência, na concepção das pessoas e responder questões do tipo, ‘quem nós somos enquanto indivíduos negros’, ‘que história é a que nós vivemos e de que maneira nós poderemos modificá-la de forma real, colaborativa e construtiva?’”, refletiu.


Michele diz ainda que a polêmica dos programas de trainees para negros, a hashtag #blacklivesmatter e outras ações afirmativas jogaram luz sobre discussões, situações e ponderações de ordem ética, social e econômica e elevaram a temperatura das discussões das questões étnico raciais e o real combate ao racismo estrutural no Brasil. Ela acredita que muitos dos pontos de vista apresentados por experts, celebridades ou “pessoas comuns”, trazem termos e cenários aos quais a sociedade brasileira não está acostumada ou engajada. E isso se identifica, de acordo com Michele, através de pontos simples de entendimento de conceitos como racismo estrutural, ação afirmativa, afro centrismo.

 

“Para além dos conceitos, o fato é que a diversidade racial incomoda porque não é praticada, não é conhecida e não é intencional. Nem pelas pessoas e nem pelas empresas. Portanto, precisamos atuar com foco na equalização de conceitos e ações reais destas práticas. Precisamos gerar equidade, o que não é praticar meritocracia. E por um motivo simples: as pessoas não estão no mesmo ponto de partida”, expôs.

 

Informações para a imprensa:

No Sebrae: Adriana Lima – (62) 3250-2236 / 2252 / 99456-2491

Na Ideorama Comunicação (Goiânia): Luiz Carlos Sarlo – (62) 99909-8818